Um arbitro para chegar a primeira divisão tem de percorrer um longo caminho. Há vários meios:
1- 50% chegam por mérito;
2- 25 % começaram nas distritais, aceitaram fazer uns favores umas vezes, ficam conhecidos por tal, e passam para a divisão seguinte sempre fazendo favores ate que chegam a liga principal e continuam a faze-los mas de modo mais discreto porque agora aparecem na televisão (antes era o descalabro, muita gente em Portugal não imagina o que é um jogo de distritais…) Alguns destes ate eram honestos até perceberem o que podiam lucrar;
3- 25 % entraram na arbitragem já de propósito para manipularem jogos. Estes se calhar nem queriam ser árbitros, mas têm amigos influentes que precisam dos favores deles, esses amigos têm poder para os meter na arbitragem à frente de outros mais competentes, e posteriormente os recompensarão com dinheiro.
As percentagens são ilustrativas, é apenas a minha convicção em valores redondos. O problema da arbitragem é que os 50% dos que chegam por mérito, não tem amigos e não os chamam para arbitrar os jogos mais importantes, e os que arbitram jogos importantes, mesmo que não estejam a ser pagos para errar (porque acredito que desde que o apito dourado surgiu, as coisas acalmaram), estes, são mal formados, não tem vocação, nunca mereceram estar ali e estão a tirar lugar a muitos outros que podiam estar no lugar deles. Atingiram o estatuto de primeira liga e agora temos de levar com eles.